Ola meninas, hoje resolvi compartilhar com vocês um pouco do que estamos passando, na última semana de Julho chegando em 28 semanas descobrimos que adquiri uma doença chamada Colestase Gravidica, desde então tenho corrido atrás de tratamento e tentando segurar nosso Daniel o maximo que puder, pois um dos sintomas é o parto prematuro.
Na verdade pelo que percebemos eu já havia adquirido na minha primeira gestação, o fato foi que veio depois de 30 semanas e com menos intensidade, sendo diagnosticada na época por Urticária Gravídica devido o excesso de coceira que tive na época, tive os mesmo sintomas que estou tento hoje, dessa vez ela veio com mais intensidade e com muitas alterações nos exames de sangue, adquiri algumas Pedras na Vesícula, minha placenta logo se aproximou do grau 3 e devido ao meu desespero com a coeceira Daniel deu duas voltas cervical no cordão, ai vocês imaginem a correria e desespero nesses últimos dias.
Como estou? Confiante que tudo vai dar certo como no nascimento da Isadora que com a doença nasceu de 36 semanas e três dias, oro muito pra que Deus me abençoe na hora do parto. Tem dias acordo depre e às vezes passo a noite tentando entender o porque de tudo isso, mais depois recebo alguma ligação uma palavra de conforto e tudo fica bem.
Luiz apesar das viagens a trabalho tem me ajudado muito, com isso percebi o quanto o AMOR dele é verdadeiro, tem tido muita paciência nas grises de coceira e participa de todas as consultas e exames.
Vou colar aqui uma parte de um conteúdo que encontrei na net que fala sobre essa doença.
O que é colestase obstétrica?
A colestase obstétrica (também chamada de colestase intra-hepática da gravidez) afeta o fígado, órgão que em algumas mulheres é sensível demais aos hormônios da gravidez. O fígado normalmente produz a bile, que vai para o intestino, onde ajuda na digestão. Quando há colestase obstétrica, o fluxo de bile para o intestino é reduzido, e a bile se acumula no sangue.
O principal sintoma é a coceira na pele, que costuma se agravar à noite, causando cansaço e insônia. Na maioria das vezes a coceira (também chamada pelos médicos de prurido) começa nas palmas das mãos e nas solas do pés, e depois se espalha. Em alguns casos, a mulher pode ficar com icterícia. A coceira desaparece completamente algumas semanas depois do parto.
Quem corre mais risco de ter colestase obstétrica?
A proporção de mulheres afetadas varia conforme a região do mundo. Em alguns países, como o Chile, a doença é mais comum, mas na maior parte é rara. O histórico familiar é um fator de risco. Quem já teve colestase da gravidez numa primeira gestação tem uma probabilidade de entre 60 e 80 por cento de voltar a desenvolver o problema numa gravidez subsequente.
Como a colestase da gravidez é diagnosticada?
Seu médico pode desconfiar de colestase em caso de coceira. Mas também há outras causas possíveis para a coceira, como a própria distensão da pele. A coceira associada à colestase obstétrica normalmente começa nas últimas dez semanas da gravidez, é constante e muitas vezes intolerável. Exames de sangue verificam a função hepática, mas pode demorar algum tempo, depois do início dos sintomas, para os resultados mostrarem o problema.
Outro exame recomendável é o ultra-som para detectar a possível presença de pedras na vesícula, que possam estar bloqueando o fluxo da bile. Cálculos na vesícula são raros na gravidez, mas as mulheres que têm colestase obstétrica também têm predisposição a ter pedras na vesícula, por isso as duas coisas podem ser concomitantes.
A colestase da gravidez prejudica o bebê?
A probabilidade de o bebê nascer morto é 15 por cento maior em mulheres que têm colestase obstétrica. Não se sabe exatamente a explicação -- podem ser os ácidos da bile, ou a privação de oxigênio, ou talvez problemas na placenta.
Por isso, o objetivo do tratamento é fazer o bebê nascer assim que seus pulmões estiverem maduros para sobreviver fora do útero, a partir de, mais ou menos, 35 semanas.
Como se trata a colestase obstétrica?
Os médicos usam medicamentos especiais para reduzir a coceira e a acidez da bile. A vitamina K pode ser administrada para diminuir o risco de hemorragia na mãe e no bebê depois do parto.
Quem apresenta colestase na gravidez deve ser submetida a um novo exame para avaliar a função hepática entre um mês e meio e três meses depois do parto. Se os resultados ainda estiverem alterados, a paciente precisará consultar um especialista.
Também é recomendável fazer um novo ultra-som para detectar pedras na vesícula, além de evitar pílulas anticoncepcionais que contenham estrogênio.
Como suportar a coceira?
Para tentar amenizar a coceira, você pode tentar:
• Usar loções com calamina
• Usar cremes à base de camomila ou calêndula
• Usar roupas leves e de algodão
• Evitar lugares quentes e úmidos
Fonte: Site Baby Center
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Colestase Gravídica
Por Giselle às 13:11
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