domingo, 13 de setembro de 2009

Em Casa

Já estamos em casa, alias na minha mãe resolvi passar o restinho do Domingo aqui e logo iremos acampar na minha sogra por uns cinco dias, tempo suficiente pra finalizar nossa reforma que começou em março e teve parada por falta de um bom profissional, agora que estamos na reta final nem to acreditando que falta pouco pra ter nosso conforto novamente.
Internei na sexta as 17:30h e sai hoje por volta das 09:30h, o Daniel recebeu alta ontem mesmo bem no inicio da tarde, mais como eu ainda sentia muita coceira e minha médica voltaria tarde de um evento só saímos hoje pela manha.

Para nosso alivio tudo correu na mais perfeita paz, começando pela internação logo fomos informados que ficaríamos em apartamento porque Enfermaria onde meu plano cobre estava lotado, economizamos o valor que pagaria pra minha mãe ficar comigo e ainda ficamos no maior conforto.

Como sempre a equipe da minha médica no maior alto astral pessoas super profissionais e com ótima disposição, parecia uma festa no centro cirúrgico, alguns amigos e familiares aguardavam ansiosos na fora e com muita oração.



Minha médica relembrou toda sua equipe sobre a Colestase e deu as recomendações para placenta ser recolhida para mandar pra São Paulo, em sua equipe um pediatra meio malucão que já conhecíamos do PA da Clinica na época da Isadora, brincou muito comigo durante a anestesia e ficou no maior papo com Luiz, anestesista serviu exercito com Luiz anos atrás, as enfermeiras um doce de pessoas e a auxiliar da minha médica a mesma do parto da Isadora, sempre esbarramos com ela quando vamos consultar, todos em casa na mais perfeita harmonia só faltava o príncipe chegar com muita saúde.

Deus de algumas tentativas o anestesista acertou e logo já pude ouvir um chorinho meio exprimido bem diferente do da Isadora, fizeram os primeiros socorros e vieram com ele ainda sem limpar pra nosso primeiro contato.

Combinamos que eu daria mamar ainda no centro cirúrgico e assim foi feito logo que terminou a cirurgia a enfermeira me ajudou com a primeira mamada, tiraram muitas fotos antes durante e depois, tem foto da nossa chegada, do procedimento de anestesia e preparação, com a equipe e com familiares e amigos que nos aguardavam na recepção do Centro Cirúrgico.
Daniel nasceu perfeito e com muita saúde, com 35 semanas, 47 cm e 2.550g e com apgar 8 depois 10, foi motivo de muita felicidade pra equipe médica, principalmente pra minha médica.
Depois volto com mais noticias.















sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Dia "D"

Chegou o grande dia, no sábado meu médico de US me adiantou que não poderia passar dessa semana, mais quem iria tomar a decisão seria a cunhada dele minha GO que me atendeu na terça-feira confirmando que teria que ser no dia 12 sem falta, fez as comparações dos dois últimos exames e decidiu que não dava pra esperar a tão sonhada 36 semanas, sai de lá meio arrasada mais confiante que tudo vai dar certo, me encaminhou pra o Cedare onde fica os melhores anestesistas e já me passou a Guia de internação, quando chegou quarta liguei pra tirar uma duvida e lá vem ela nossa Gi precisava mesmo falar com você, já estava agendado pra te ligar assim que terminasse o dia, “Vamos antecipar pra Sexta” analisei bem e não é conveniente esperar mais.
Hoje acordei cedo fiz, escova, pé e mão e fui fazer minha massagem e aula relaxante pré parto, faz parte do meu pacote na Academia de Gestante, onde estava fazendo pilates e preparação pra parto normal, antes de tudo acontecer, como cancelei todas atividades devido a Colestase, fiquei só com essa última atividade liberada pela minha médica e com o pós parto que é um acompanhamento ainda na maternidade que depois eu explico como funciona.
Fiquei mais relaxada depois da aula e agora estou aqui só aguardando a hora pra me ir pra maternidade, está marcado pra 17:30h, assim que der peço pra alguém vir aqui colocar fotos do meu príncipe.

Beijos e Abraços

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Colestase Gravídica

Ola meninas, hoje resolvi compartilhar com vocês um pouco do que estamos passando, na última semana de Julho chegando em 28 semanas descobrimos que adquiri uma doença chamada Colestase Gravidica, desde então tenho corrido atrás de tratamento e tentando segurar nosso Daniel o maximo que puder, pois um dos sintomas é o parto prematuro.

Na verdade pelo que percebemos eu já havia adquirido na minha primeira gestação, o fato foi que veio depois de 30 semanas e com menos intensidade, sendo diagnosticada na época por Urticária Gravídica devido o excesso de coceira que tive na época, tive os mesmo sintomas que estou tento hoje, dessa vez ela veio com mais intensidade e com muitas alterações nos exames de sangue, adquiri algumas Pedras na Vesícula, minha placenta logo se aproximou do grau 3 e devido ao meu desespero com a coeceira Daniel deu duas voltas cervical no cordão, ai vocês imaginem a correria e desespero nesses últimos dias.
Como estou? Confiante que tudo vai dar certo como no nascimento da Isadora que com a doença nasceu de 36 semanas e três dias, oro muito pra que Deus me abençoe na hora do parto. Tem dias acordo depre e às vezes passo a noite tentando entender o porque de tudo isso, mais depois recebo alguma ligação uma palavra de conforto e tudo fica bem.
Luiz apesar das viagens a trabalho tem me ajudado muito, com isso percebi o quanto o AMOR dele é verdadeiro, tem tido muita paciência nas grises de coceira e participa de todas as consultas e exames.

Vou colar aqui uma parte de um conteúdo que encontrei na net que fala sobre essa doença.

O que é colestase obstétrica?

A colestase obstétrica (também chamada de colestase intra-hepática da gravidez) afeta o fígado, órgão que em algumas mulheres é sensível demais aos hormônios da gravidez. O fígado normalmente produz a bile, que vai para o intestino, onde ajuda na digestão. Quando há colestase obstétrica, o fluxo de bile para o intestino é reduzido, e a bile se acumula no sangue.

O principal sintoma é a coceira na pele, que costuma se agravar à noite, causando cansaço e insônia. Na maioria das vezes a coceira (também chamada pelos médicos de prurido) começa nas palmas das mãos e nas solas do pés, e depois se espalha. Em alguns casos, a mulher pode ficar com icterícia. A coceira desaparece completamente algumas semanas depois do parto.


Quem corre mais risco de ter colestase obstétrica?

A proporção de mulheres afetadas varia conforme a região do mundo. Em alguns países, como o Chile, a doença é mais comum, mas na maior parte é rara. O histórico familiar é um fator de risco. Quem já teve colestase da gravidez numa primeira gestação tem uma probabilidade de entre 60 e 80 por cento de voltar a desenvolver o problema numa gravidez subsequente.

Como a colestase da gravidez é diagnosticada?

Seu médico pode desconfiar de colestase em caso de coceira. Mas também há outras causas possíveis para a coceira, como a própria distensão da pele. A coceira associada à colestase obstétrica normalmente começa nas últimas dez semanas da gravidez, é constante e muitas vezes intolerável. Exames de sangue verificam a função hepática, mas pode demorar algum tempo, depois do início dos sintomas, para os resultados mostrarem o problema.

Outro exame recomendável é o ultra-som para detectar a possível presença de pedras na vesícula, que possam estar bloqueando o fluxo da bile. Cálculos na vesícula são raros na gravidez, mas as mulheres que têm colestase obstétrica também têm predisposição a ter pedras na vesícula, por isso as duas coisas podem ser concomitantes.

A colestase da gravidez prejudica o bebê?


A probabilidade de o bebê nascer morto é 15 por cento maior em mulheres que têm colestase obstétrica. Não se sabe exatamente a explicação -- podem ser os ácidos da bile, ou a privação de oxigênio, ou talvez problemas na placenta.
Por isso, o objetivo do tratamento é fazer o bebê nascer assim que seus pulmões estiverem maduros para sobreviver fora do útero, a partir de, mais ou menos, 35 semanas.



Como se trata a colestase obstétrica?


Os médicos usam medicamentos especiais para reduzir a coceira e a acidez da bile. A vitamina K pode ser administrada para diminuir o risco de hemorragia na mãe e no bebê depois do parto.

Quem apresenta colestase na gravidez deve ser submetida a um novo exame para avaliar a função hepática entre um mês e meio e três meses depois do parto. Se os resultados ainda estiverem alterados, a paciente precisará consultar um especialista.

Também é recomendável fazer um novo ultra-som para detectar pedras na vesícula, além de evitar pílulas anticoncepcionais que contenham estrogênio.



Como suportar a coceira?


Para tentar amenizar a coceira, você pode tentar:

• Usar loções com calamina
• Usar cremes à base de camomila ou calêndula
• Usar roupas leves e de algodão
• Evitar lugares quentes e úmidos

Fonte: Site Baby Center